{"id":716,"date":"2023-06-13T10:26:23","date_gmt":"2023-06-13T10:26:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/glossary\/ricardo-adolfo\/"},"modified":"2023-12-20T12:06:22","modified_gmt":"2023-12-20T12:06:22","slug":"ricardo-adolfo","status":"publish","type":"glossary","link":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/glossary\/ricardo-adolfo\/","title":{"rendered":"Ricardo Adolfo"},"content":{"rendered":"<p>Escritor portugu\u00eas, nascido em Angola, j\u00e1 com tantos anos no estrangeiro (Macau, Londres, Amsterd\u00e3o, T\u00f3quio), quanto os vividos em Portugal, mais concretamente nos arredores de Lisboa, Ricardo Adolfo tem forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da Publicidade, onde ali\u00e1s continua a trabalhar, embora cedo se tenha dedicado tamb\u00e9m \u00e0 escrita liter\u00e1ria e ao argumento para cinema, como modo de exponenciar as potencialidades reveladoras da linguagem, e que est\u00e3o longe de esgotar-se no discurso publicit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do seu romance de estreia \u2013 <em>Miz\u00e9<\/em> (2006), que viria a conhecer v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es e tradu\u00e7\u00f5es, alguns dos principais nomes do campo liter\u00e1rio em Portugal, a come\u00e7ar por Ant\u00f3nio Lobo Antunes, vaticinaram-lhe um lugar de destaque na fic\u00e7\u00e3o portuguesa contempor\u00e2nea, atendendo \u00e0 forma como a escrita de Ricardo Adolfo transportava para a fic\u00e7\u00e3o o universo da(s) periferia(s), criando personagens marcantes, refer\u00eancias pr\u00f3prias, tens\u00f5es permanentes, e utilizando uma pan\u00f3plia de registos, onde sobressai a oralidade e vers\u00f5es hodiernas de cal\u00e3o.<\/p>\n<p>Em entrevista recente (Adolfo 2021), o pr\u00f3prio escritor reconheceu que a protagonista desse primeiro romance teve muito a ver com o \u201cclich\u00e9\u201d do emigrante que sente falta da sua terra natal, no seu caso, dos sub\u00farbios lisboetas onde Ricardo Adolfo escritor cresceu, ap\u00f3s ter vindo de Angola para Portugal. O retrato que nos devolve desse meio sociocultural de forma\u00e7\u00e3o edifica um pa\u00eds de mem\u00f3ria, \u00e0 dist\u00e2ncia n\u00e3o apenas temporal como tamb\u00e9m f\u00edsica, assente tanto em efeitos de verosimilhan\u00e7a como de imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, parece-me insuficiente pretender ver ou categorizar Ricardo Adolfo como um escritor emigrante, pelo simples facto de ele viver e escrever no estrangeiro. Do ponto de vista de est\u00e9tica liter\u00e1ria, mais do que a condi\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica do escritor, \u00e9 revelante o facto de o seu universo ficcional ter privilegiado, at\u00e9 \u00e0 data, personagens emigrantes que vivem perip\u00e9cias, sentem perplexidades e confronta-se com desafios (mais) pr\u00f3prios de quem se v\u00ea a si mesmo, \u00e9 olhado, ou at\u00e9 s\u00f3 ignorado, como um estrangeiro.<\/p>\n<p>Em <em>Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas<\/em> (2009), o escritor d\u00e1 voz a um casal de rec\u00e9m emigrantes portugueses na \u201cilha\u201d, uma designa\u00e7\u00e3o evasiva para aquilo que se adivinha ser Inglaterra, e que num ritual dominical, melanc\u00f3lico e banal, vivido entre barracas de feira na periferia de Londres -imagina-se &#8211; , na altura de regressar a casa, acabam por perder-se, completamente desorientados naquele d\u00e9dalo subterr\u00e2neo e exterior de sinais indecifr\u00e1veis, abandonados \u00e0 solid\u00e3o da noite, que acabar\u00e1 por acentuar a invisibilidade e a incomunicabilidade da sua condi\u00e7\u00e3o de imigrantes suburbanos. Toda a narrativa na primeira pessoa, de resto j\u00e1 anunciada no t\u00edtulo do romance, d\u00e1 acesso dire \u00e0 perspetiva de quem \u00e9 levado a deslocar-se diretamente do mundo suburbano em Portugal (ou de um qualquer outro pa\u00eds) para as periferias de outras cidades europeias, em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, quando n\u00e3o para fugir a guerras, persegui\u00e7\u00f5es ou cat\u00e1strofes naturais.<\/p>\n<p>As v\u00e1rias perip\u00e9cias dessa pequena odisseia de anti-her\u00f3is, a bra\u00e7os com um c\u00edrculo vicioso que parece impedi-los de superar a ex-centricidade das suas vidas banais, acabam por desviar o romance do documento o sociol\u00f3gico, imprimindo-lhe antes a t\u00f3nica da alegoria burlesca que critica ou denuncia condi\u00e7\u00f5es gerais de imigra\u00e7\u00e3o e de sociedades iminentemente multiculturais , mas sempre a partir da subjetividade implicada, e por conseguinte parcial, das personagens.<\/p>\n<p>De acordo com o pr\u00f3prio Ricardo Adolfo, aquilo a que j\u00e1 uma vez chamei \u201chumor migrante\u201d (Coutinho 2018:140) n\u00e3o resultar\u00e1 de uma estrat\u00e9gia autoral premeditada; contudo, n\u00e3o impede, e pelo contr\u00e1rio estimula, que os leitores destes romances os entendam aqu\u00e9m e al\u00e9m da verosimilhan\u00e7a. Dessa desvincula\u00e7\u00e3o resulta uma maior autonomia criativa para esta forma de representa\u00e7\u00e3o da di\u00e1spora portuguesa contempor\u00e2nea, onde sobressaem, entretanto, alguns tra\u00e7os comuns quer \u00e0 sensibilidade contrapont\u00edstica do ser exilado (Said 2000), quer \u00e0s expectativas e sonhos dos emigrantes, designadamente no que toca ao regresso \u00e0s origens.<\/p>\n<p>Em 2012, depois de v\u00e1rios anos a trabalhar na Holanda, Ricardo Adolfo emigrou para o Jap\u00e3o, tendo posteriormente sido convidado a colaborar com cr\u00f3nicas sobre a sua experi\u00eancia na terra do sol nascente, num seman\u00e1rio portugu\u00eas, repto esse que o escritor assumiu, durante algum tempo, fazendo-o num registo narrativo que continua a n\u00e3o ser autobiogr\u00e1fico, embora seja poss\u00edvel encontrar aspetos em comum com o sujeito narrativo que, tal como o escritor, partiu dos sub\u00farbios de Lisboa para os sub\u00farbios de T\u00f3quio, tendo ambos casado com uma nativa. O livro <em>T\u00f3quio vive longe da terra<\/em> (2015) recupera essas cr\u00f3nicas, indo ao encontro de um subg\u00e9nero narrativo habitual a escritores deslocados que assim costumam manter uma liga\u00e7\u00e3o mais regular com o leitorado do pa\u00eds de origem. Neste caso, Ricardo Adolfo acrescenta-lhes tamb\u00e9m o registo fotogr\u00e1fico que foi publicando paralelamente numa p\u00e1gina espec\u00edfica do Instagram, com o t\u00edtulo mais el\u00edptico &#8211; \u201cLonge da terra\u201d &#8211; que aponta logo para a excentricidade daquele pa\u00eds-ilha, al\u00e9m de recuperar o sentido que aquela express\u00e3o foi tendo em contextos de migra\u00e7\u00e3o dos meios rurais para as cidades, designando a condi\u00e7\u00e3o de afastamento do indiv\u00edduo relativamente \u00e0 sua terra natal.<\/p>\n<p>Implicitamente, o livro ir\u00e1 convocar essas imagens partilhadas no Instagram, ao torn\u00e1-las dispon\u00edveis ao leitor do romance, atrav\u00e9s de um c\u00f3digo QR no in\u00edcio de cada cr\u00f3nica\/cap\u00edtulo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesta forma de exili\u00eancia (Nouss, 2016: 53) asi\u00e1tica, se destaca o registo humor\u00edstico que assenta no modo como o narrador vai apresentando, com mod\u00e9stia e aparente ingenuidade, diferentes rituais ou costumes da sociedade japonesa. \u00c9 justamente esse efeito da enuncia\u00e7\u00e3o que acentua a ambival\u00eancia e a comicidade dos diversos processos de tradu\u00e7\u00e3o cultural a que est\u00e1 sujeito\/a um\/a imigrante, t\u00e3o distante das suas origens, como desenquadrado em termos lingu\u00edsticos e socioculturais . Ali\u00e1s, os esfor\u00e7os que o protagonista de <em>T\u00f3quio vive longe da terra<\/em> faz de acultura\u00e7\u00e3o ou de des-aliena\u00e7\u00e3o, justamente para procurar n\u00e3o ser julgado como um \u201calien\u201d, n\u00e3o chegam a surtir o esperado efeito, pois n\u00e3o deixar\u00e1 de sentir o peso da sua transpar\u00eancia, leia-se, da sua invisibilidade ou insignific\u00e2ncia ao olhar dos aut\u00f3ctones.<\/p>\n<p>Sem publicar um livro h\u00e1 mais de sete anos, talvez pud\u00e9ssemos ser tentados a pensar que a rece\u00e7\u00e3o aos seus primeiros t\u00edtulos, em Portugal como no estrangeiro, tinha sido excessivamente entusiasta, ou o \u00edmpeto narrativo do autor demasiado fugaz. No entanto, se nos ativermos apenas a esses indicadores, estaremos a passar ao lado &#8211; subestimando-a completamente -. da diversidade ou hibridez de registos com que trabalham muitos dos autores dos dias hoje. No caso de Ricardo Adolfo, a participa\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios ateliers criativos no estrangeiro, o seu conv\u00edvio com o universo do cinema, enquanto consultor criativo (vd. <em>There is only one sun<\/em> (2007), do realizador Wong Kar-Wai), e enquanto co-argumentista dos filmes realizados por Marco Martins: <em>S\u00e3o Jorge <\/em>(2016) e, mais recentemente, <em>Great Yarmouth: n\u00fameros provis\u00f3rios<\/em> (2022) , t\u00eam canalizado as capacidades narrativas deste escritor para a obra cinematogr\u00e1fica e mais uma vez para o mundo dos imigrantes portugueses em Inglaterra. <em>Great Yarmouth<\/em>, tal como acontecera com <em>Ganhar a Vida<\/em>, de Jo\u00e3o Canijo, faz-nos ver o lado sombrio, duro e sem qualquer glamour da emigra\u00e7\u00e3o das \u00faltimas d\u00e9cadas. Se bem que inspirado em relatos de emigrantes portugueses a trabalhar naquela cidade, outrora est\u00e2ncia balnear de ingleses, o filme desvia-se do document\u00e1rio pela for\u00e7a dram\u00e1tica das personagens, em especial da protagonista, T\u00e2nia. O trabalho exemplar dos actores, bem assim como a dire\u00e7\u00e3o de fotografia impregnam o argumento de um expressionismo que deixa de poder confundir-se com a realidade de partida, n\u00e3o porque a ignore, mas porque aquela n\u00e3o lhe basta enquanto artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Cita\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<p>\u201cEu sabia que n\u00e3o dev\u00edamos ter sa\u00eddo de casa. A ver televis\u00e3o nunca ficar\u00edamos apeados, mas ao fim de meia d\u00fazia de meses na ilha, a volta das ruas altas, mesmo que desoladas, era o ritual de domingo preferido da Carla, e eu, como n\u00e3o queria saber, l\u00e1 ia.\u201d (<em>Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas<\/em>, p.29).<\/p>\n<p>\u201cPara ajudar \u00e0 festa, a ilha andava ao contr\u00e1rio. Segundo me dissera um vizinho, por causa de um h\u00e1bito herdado dos av\u00f3s; muito dado \u00e0s pancadarias, \u00e0s facadas e aos assaltos na estrada, que conduziam as carro\u00e7as pela esquerda, de forma a terem a direita livre para vararem quem lhes atravessasse o caminho com m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es\u201d ( <em>idem: <\/em>29-30).<\/p>\n<p>\u201cDe todos os habitantes da ilha que n\u00e3o entravam na minha categoria de gente normal, aquelas duas mo\u00e7as representavam o grupo que mais temia. S\u00f3 os conhecia da televis\u00e3o, o que era o suficiente para perceber que pouco ou nada faziam pela vida, pois andavam sempre em manifesta\u00e7\u00f5es, protestos ou a chorar a morte de algu\u00e9m, morto para vingar a morte de outro, que por sua vez matara outro algu\u00e9m que j\u00e1 ningu\u00e9m sabia ao certo quem era.\u201d (<em>idem<\/em>: 74).<\/p>\n<p>\u201cEra a minha sina na ilha. Eu, ali ao lado, quase ao colo deles, e ningu\u00e9m me via. Devia ser transparente. E n\u00e3o era nem uma nem duas, era sempre\u201d (<em>idem<\/em>: 81).<\/p>\n<p>\u201cEla [ Carla] precisava de ver que a vida na terra n\u00e3o era f\u00e1cil como parecia vista da ilha. A dist\u00e2ncia confundia muito as coisas. Sem falar nas saudades, que faziam uma sardinha de lata saber a grelha e a carv\u00e3o. Quem andava fora precisava de ter cuidado com as lembran\u00e7as mentirosas.\u201d (<em>idem<\/em>: 111).<\/p>\n<p>\u201cAchei estranho n\u00e3o me sentir em casa de imediato. Conseguia ler tudo, perceber qualquer um que passava, mas havia algo de estrangeiro no ar. Parecia que a terra mudara, que as pessoas estavam diferentes, mais lentas, mais escuras. Tudo parecia pobre. Limpo e ao mesmo tempo atrasado.\u201d (<em>idem<\/em>: 188).<\/p>\n<p>\u201cPara os ilh\u00e9us, os aliens eram apenas uns b\u00e1rbaros que, se n\u00e3o fosse o facto de conseguirem comunicar em mais do que uma l\u00edngua e de conseguirem executar meia d\u00fazia de tarefas que eles n\u00e3o conseguiam nem queriam fazer, seriam todos convidados a voltar para a caverna de onde tinham emigrado. At\u00e9 o dinossauro que vivia no beco atr\u00e1s da minha rua me parecia mais bem-vindo.\u201d (<em>T\u00f3quio fica longe da terra<\/em>, p. 19).<\/p>\n<p>\u201c A minha mulher \u00e9 japonesa e odeia que eu n\u00e3o seja tamb\u00e9m. Nunca fui japon\u00eas e dificilmente o serei. (\u2026) No entanto, a sua ambi\u00e7\u00e3o desmesurada tem alguma raz\u00e3o de ser: mudei tanto por causa dela que at\u00e9 o suor ganhou um travo a molho de soja. Todos os machos t\u00eam um cheiro padr\u00e3o, dependendo da sua origem. Quando cheguei da terra, lembro-me de me perguntarem se tinha bebido. Era o aroma do bago que me corria nos genes\u201d (<em>idem<\/em>: 21)<\/p>\n<p>\u201cImaginei-me na terra de mala ao ombro. A descer a rua da esta\u00e7\u00e3o armado em emigrante viajado, carregador de outros h\u00e1bitos, vis\u00f5es de um mundo muito l\u00e1 \u00e0 frente, as pessoas a admirar, os coment\u00e1rios sussurrados e, logo de seguida, o merecido enxerto de porrada seguido de um roubo por estic\u00e3o com justa causa, para aprender a n\u00e3o ter a mania. A terra n\u00e3o vive bem com a modernice ou a toler\u00e2ncia.\u201d (<em>idem<\/em>: 61)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Bibliografia Ativa Selecionada<\/h6>\n<p>Adolfo, Ricardo ( 2006), <em>Miz\u00e9<\/em>. Lisboa, Dom Quixote.<br \/>\n&#8212; ( 2009), <em>Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas.<\/em> Lisboa, Alfaguara.<br \/>\n&#8212; (2015), <em>T\u00f3quio vive longe da terra.<\/em> Lisboa, Companhia das Letras.<br \/>\n&#8212; ( 2021), \u201cNum dia, sou o melhor escritor do mundo, no outro sou uma trag\u00e9dia\u201d ( entrevista a Mariana Maia de Oliveira, Observador, 5 de Fevereiro de 2021) . Consult\u00e1vel em <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/ricardo-adolfo-num-dia-sou-o-melhor-escritor-do-mundo-no-outro-sou-uma-tragedia\/\">https:\/\/observador.pt\/especiais\/ricardo-adolfo-num-dia-sou-o-melhor-escritor-do-mundo-no-outro-sou-uma-tragedia\/<\/a><\/p>\n<h6>Bibliografia Cr\u00edtica Selecionada<\/h6>\n<p>Coutinho, Ana Paula (2018), \u201cT\u00e9moignage et r\u00e9cr\u00e9ation de la diaspora portugaise au XX\u00e8me si\u00e8cle : l\u2019insoutenable pouvoir de l\u2019humour migrant \u00bb, <em>T\u00e9moignages de la marge. Cultures de r\u00e9sistance<\/em> (sous la direction de Anne Garrait-Bourrier et Philippe Mesnard). Paris, \u00c9ditions Kim\u00e9, pp. 129-140.<br \/>\nNouss, Alexis ( 2016), <em>Pensar a migra\u00e7\u00e3o e o ex\u00edlio hoje<\/em>. Introdu\u00e7\u00e3o e Tradu\u00e7\u00e3o de Ana Paula Coutinho. Porto, Edi\u00f5es Afrontamento\/ILCML.<br \/>\nSaid, Edward (2000), <em>Reflections on exile and other essays<\/em>, Harvard University Press.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Ana Paula Coutinho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Como citar este verbete:<\/strong>Coutinho, Ana Paula (2023), &#8220;Ricardo Adolfo&#8221;, in <em>Di\u00e1sporas em Portugu\u00eas: Enciclop\u00e9dia Digital<\/em>. ISBN 978-989-99375-2-9.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/glossary\/ricardo-adolfo\/ricardo-adolfo-2\/\">Ricardo Adolfo \u2013 Di\u00e1sporas em Portugu\u00eas<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritor portugu\u00eas, nascido em Angola, j\u00e1 com tantos anos no estrangeiro (Macau, Londres, Amsterd\u00e3o, T\u00f3quio), quanto os vividos em Portugal, mais concretamente nos arredores de Lisboa, Ricardo Adolfo tem forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da Publicidade, onde ali\u00e1s continua a trabalhar, embora cedo se tenha dedicado tamb\u00e9m \u00e0 escrita liter\u00e1ria e ao argumento para cinema, como modo&#8230; <\/p>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/glossary\/ricardo-adolfo\/\" class=\"gdlr-info-font excerpt-read-more\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":675,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/glossary\/716"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/glossary"}],"about":[{"href":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/glossary"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=716"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/675"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diasporasemportugues.ilcml.com\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}