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Jorge Manuel de Abreu Arrimar

Passagens:

(1953- )

Nascido em S. Pedro da Chibia, na província de Huíla, no sul de Angola, onde viveu a infância e os primeiros anos da juventude até 1975, foi já em Portugal que Jorge Arrimar terminou a licenciatura em História iniciada em Luanda, especializando-se depois em Ciências Documentais. Foi professor nos Açores entre 1976 e 1985, rumando de seguida a Macau, onde residiria até 1998, exercendo funções de diretor da Biblioteca Nacional/Central. De regresso ao continente europeu, fixou-se em Lisboa, mais propriamente em Almada, onde além de ter sido professor de História do Ensino Secundário, coordenador interconcelhio para as bibliotecas escolares e organizador e coordenador da Biblioteca da Universidade Sénior de Almada, tem continuado a escrever, como faz questão de precisar, “de uma enorme janela virada para o rio Tejo” ( Silva 2020) -, como que a lembrar que o seu horizonte imediato não poderia ser senão um símbolo-mor de partidas e chegadas de paragens longínquas, tão reais quanto imaginárias.

A instabilidade política e social do pós-independência de Angola fê-lo sair do território onde tinha nascido e onde a sua família mais direta vivia há várias gerações, mas o sudoeste de Angola, muito em particular, continuaria presente ao longo da sua atividade sociocultural – desde as colaborações juvenis no Jornal da Huíla, a cofundação do GRUCUHUÍLA – Grupo Cultural da Huíla e a codireção de uma “Página Africana” nos Açores, até ao envolvimento na Associação Cultural Chá de Caxinde (Luanda), na União dos Escritores Angolanos, na Associação Casa da Cultura Angolana Welwitschia (Lisboa) ou na Associação dos Naturais e Amigos de Angola em Macau – e a marcar todo o seu imaginário literário.

Malgrado ter oficiosamente conhecido a condição de refugiado, que à época tenderia a ser confundida com o estatuto de “retornado”, Jorge Arrimar não viria a adotar a voz amargurada do prisioneiro das origens, nem mesmo a do apologista de um imaginário nacional(ista) vivido à distância. Se é certo que existe uma poética de exilado a passajar em filigrana toda a sua obra, em especial os seus livros de poemas, como Murilaonde (1990) ou o mais recente Insomne. Poema em Dez Actos (2019), que tece uma epopeia íntima em tom menor, essa poética não se prende apenas a um lugar único de origem e às respetivas memórias de infância, mas convoca também os espaços insulares que fazem parte do percurso de vida do próprio autor e que se tornaram lugares de habitação poética (Arrimar 2019: 34).

Cabe, a propósito, admitir que Graciete Batalha tinha muita razão quando, no prefácio a Fonte do Lilau (Arrimar 1990a), sublinhava a diferença na forma como Camilo Pessanha e Jorge Arrimar viveram, cada um, a experiência de Macau. Enquanto o autor de Clepsydra “passou de largo” nesse antigo território português isolado no Extremo Oriente, o poeta de Fonte do Lilau (e, poderíamos acrescentar, de Secretos Sinais, de Confluências ou de Rotas Circulares) “Com-vive [sic] com aquilo que vê, integra-se naquilo que canta” (Batalha 1990: 9). Por outras palavras, o seu olhar “prenhe/de heranças” (Arrimar 1990a: 19) surge aliado a uma sensibilidade redentora de múltiplas camadas dos lugares que o sujeito calcorreia tanto em Macau como noutras paragens, à semelhança daquilo que lhe acontece com a Velha Goa, centro de um poema homónimo erigido in loco como quem consegue perscrutar para além do visível: “Escuto o som das pedras / que resistem ao sono / do tempo / e a voz insubmissa / dos sinos da matriz / de velha Goa…” (Arrimar 1990a: 35).

O manancial de referências culturais que povoaram logo os seus primeiros livros de poesia, como 20 Poemas de Savana (1981), levou a que se falasse de “etnopoesia angolana” (Vilhena s.d.). Não há dúvida de que o poeta Jorge Arrimar – antes mesmo do ficcionista que só mais tarde viria a revelar-se – enriqueceu a cartografia poética em língua portuguesa, com paisagens físicas e humanas normalmente subsumidas num imaginário africano genérico. Contudo, não cairia na obsessão descritivista ou nominalista de quem confunde poesia com etnografia. Pelo contrário, os poemas de Jorge Arrimar, tal como os do seu conterrâneo Ruy Duarte de Carvalho, cinzelam quaisquer referências nos seus universos poéticos. Nesse sentido, o autor de Secretos Sinais (1992), marcado já pela subtileza da cultura oriental vivida a partir de Macau, ou seja, de uma plataforma liminar secular, irá cada vez mais enveredar por uma subtil depuração metafórica a que não foi certamente alheia a metamorfose que Ana Paula Laborinho identificou como a “passagem de uma poesia do espaço à insistente procura de um lugar do sujeito” (Laborinho 1992:13). O mesmo será dizer que esta procura de um lugar, ao invés de ter em vista um território geográfico preciso, significa uma morada para o poeta enquanto sujeito da(s) palavra(s).

A mero título de exemplo, num poema como “Tasca em Coloane”, cujo título pode porventura criar uma expetativa de testemunho documental, passa-se de imediato a versos curtos que fragmentam e desconstroem a evocação do espaço anunciado e para dela erguerem um cenário interior(izado): “Pedaços de loucura / em pedra / de sal / e poeira / soltam-se de nós / que a sós / nos perdemos com ternura / numa tasca suja de feira / onde as coisas / são vulgares / e o branco com o cinzento / se mistura” (Arrimar 1992: 29). A mistura final do branco com o cinzento pode inclusive ser interpretada como a marca nebulosa da desrealização deste, como de outros lugares que, de vivências, são transformados pelas palavras em memórias, levando assim o sujeito poético a habitar num lugar fundamentalmente intersticial entre distância e proximidade, ou entre memória e esquecimento.

Estar em palavras onde o próprio corpo não está constitui, aliás, uma constante na obra deste autor cuja subjetividade literária é justamente devedora da deslocação e da distância, pelo que Angola irrompe dos textos escritos nos Açores, em Macau ou em Lisboa, enquanto a chamada Terra de Lótus se faz presente nos poemas escritos e publicados em Portugal, e Timor é lembrado em Macau. Esta tendência para a descoincidência, ou para a evasão interior, não parece resultar de uma nostalgia regressiva, porquanto o universo de Arrimar não é sustentado por qualquer crença messiânica num paraíso perdido, mas tem a ver sobretudo com a(s) diáspora(s) que tanto ele próprio como as suas personagens protagonizam. Essa dispersividade acabará por ser identificada com uma agitação natural e intrínseca; isto é, com uma forma de “ventania que está mais dentro de mim / do que lá fora”, como se pode ler em Insomne (Arrimar 2019: 14).

Depois do seu regresso a Portugal e usufruindo de mais tempo para a investigação e para a escrita, Jorge Arrimar não fez apenas dois doutoramentos – um em História, outro em Ciências Documentais –, estreou-se também na ficção histórica, lançando-se assim numa fecunda complementaridade de discursos e perspetivas. O gosto pela investigação e a prática de trabalho com arquivos tornaram-se aliados naturais da prosa de Jorge Arrimar que, também neste domínio, passou a ocupar um espaço liminar entre a História e a Ficção, apontando para a complementaridade, quando não para a confusão entre os respetivos espaços epistemológicos. Embora o autor avise que abandonou a “pureza” histórica (caso esta exista…), aconselhando os seus leitores a deixarem-se envolver pela ficção (Arrimar 2012: 9), na prática, os seus romances equacionam as duas vertentes e, enquanto a ficção preenche vazios da História, esta empresta-lhe uma densidade de ordem, simultaneamente, temporal e existencial.

O sudoeste de Angola, que já emergia de referências e metáforas plurissensoriais dos seus livros de poemas, ganhou uma expansão diacrónica à medida de sucessivas e imbricadas narrativas em torno das deslocações e deslocados que passaram e/ou se instalaram nessa região, consubstanciando assim sucessivas diásporas que envolvem vários territórios lusófonos como Angola, Portugal continental e insular ou Macau, ao longo de pelo menos três séculos.

Desde Viagem à Memória das Ilhas (2002) até Cuéle – O Pássaro Troçador (2022), passando pela trilogia dos Planaltos (O Planalto dos Pássaros, 2002; O Planalto do Salalé, 2012; O Planalto do Kissonde, 2013), Jorge Arrimar tem mostrado como o romance pode resgatar personagens verídicas; convocar a diversidade linguística e cultural; fazer uso de notas de rodapé, de epígrafes ou de outros paratextos como glossário ou elucidário iconográfico, tornando manifesto que a obra literária abarca, ou pode abarcar, esses espaços limiares de difusão de discursos e conhecimentos de variada índole. Paralelamente, recorre à imaginação para preencher vazios no conhecimento histórico, para conferir vida interior às suas personagens, verídicas ou inventadas, bem como para estabelecer ligações entre diferentes tempos e espaços. É essa capacidade de imaginar para além do conhecido ou historicamente documentado que facilita a transmissão de memórias e garante, tanto quanto possível, a sua perenidade.

Se bem que a história pessoal e familiar deste escritor não seja de todo alheia à cartografia diaspórica desenhada pelos seus romances (veja-se o “Prólogo” de Cuéle, num limiar narrativo, entretanto curiosamente separado das “Notas do Autor”), nenhuma das suas narrativas envereda pelas “Memórias” ou pela “Autobiografia”, certamente para não perder o seu posto de distanciamento. Existe, contudo, a preocupação de estabelecer um enquadramento narrativo a partir do qual a História que nos é mais próxima (grosso modo, o pós-revolução de 1974, que também coincide com a entrada de Arrimar na idade adulta) surge como a temporalidade que envolve a imersão no passado, exatamente à imagem daquilo que acontece com um trabalho de investigação histórica, realizado sempre a partir de um olhar do presente. Assim acontece em Viagem à Memória das Ilhas, com as errâncias de uma personagem “macroestrutural” como Alberto, historiador e adido cultural de Portugal na Tailândia, ou como o jovem António José de O Planalto dos Pássaros a sair de Angola, em “outubro de setenticinco”, nos inícios da Guerra Civil, com o intuito de “abrir os caminhos”. Parte da Huíla rumo a Portugal, encetando assim uma viagem em sentido contrário da que alguns habitantes do Reino realizavam no século XVIII, embrenhando-se pelo sertão em expedições, como aquela em que havia participado um antepassado de António José, autor do documento escrito mais antigo da região da Huíla, a “Relaçam da Viagem que fez Joam Pillarte da Silva às Prayas dos Macorocas”.

Essas diferentes camadas temporais supõem relações, senão mesmo paralelos entre as expedições a (e em) África e as lutas territoriais ao longo dos séculos. Enquanto Viagem à Memória das Ilhas acompanha uma família oriunda dos Açores que viria a radicar-se no planalto da Huíla em meados do século XIX, a trilogia dos Planaltos convoca expedições setecentistas e oitocentistas, ligando-as à História de Angola no século XX, nomeadamente às longas lutas pela independência e ao período imediatamente posterior a 1975. Por sua vez, Cuéle continua a explorar literariamente o Sul de Angola, de meados do século XIX a finais do século XX, resgatando do esquecimento uma personagem histórica como António José de Almeida, assim como um território pouco presente no cânone quer da literatura angolana, quer da literatura portuguesa.

Colaborador do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses e do Dicionário Temático da Lusofonia, Jorge Arrimar não consta deles enquanto escritor, o que parece antes de mais indiciar que a sua obra literária extravasa os principais critérios que têm configurado as literaturas nacionais, em grande medida ainda devedoras do espírito oitocentista que as instituiu, mas sem que tal o impeça de continuar a participar em publicações e encontros literários lusófonos, nem de ter recebido o Prémio de Literatura dstangola/Camões 2024, pelo seu romance Cuéle – O Pássaro Troçador.

Ao contrário da indexação habitual dos autores, ao percurso de vida e à obra literária de Jorge Arrimar aplica-se com muita propriedade a expressão “literaturas sem residência fixa” que o ensaísta Ottmar Ette utilizou para se referir a quem escreve “entre mundos” (Ette 2018). Era para essa condição intersticial de estranhamento que apontava já, em finais da década de 50, o célebre poema “Naturalidade” de Rui Knopfli (1959), muito antes, portanto, de conceitos como “hibridismo” (Bhabha 1994) ou “crioulização” (Glissant 1996) terem contribuído para a consolidação, nos anos 90, dos estudos culturais e póscoloniais.

Poder-se-á então concluir que o “sem residência fixa” de Jorge Arrimar configura uma estrutura de base que atravessa a biografia, a temática e a arquitetura da sua obra literária, assim como a respetiva circulação editorial e receção crítica. Para alguns, não ter uma “residência fixa” será sentido e/ou entendido como uma limitação, mas que não deve ser o caso deste autor que usufrui assim de uma condição ontológica de “ser de fronteira”, aquela mesma que ele próprio enaltece em Mia Couto à entrada de Cuéle, num gesto de convocação das vozes de alguns dos seus pares (angolanos e não só) que é muito comum ao longo de toda a sua obra literária. E como não interpretar esse gesto de motu proprio como uma auto inscrição numa “comunidade” literária que não está limitada nem pelo lugar de nascimento, nem pela nacionalidade, e à qual se poderá, talvez, chamar a literatura lusófona dos fronteiriços, justamente aquela que esta enciclopédia digital se propõe acolher, a par de outras obras artísticas também diaspóricas.

 

Citações

quando me sinto exausto, quase
a soçobrar, volto a ouvir a voz
dos rios africanos, cujos nomes
são longos como cordas, as que me amarram
à vida e me prendem ao baloiço
da infância, depois emergem do silêncio
o piar dos cagarros sobre a lagoa dos olhos,
dos que ficaram nas ilhas; o rumorejar
de fontes orientais que não me deixam escapar
das suas águas, águas onde não se nada
mas simplesmente se afoga. o navio

que singra nas veias, tem velas de palma,
de estopa, de linho e de seda crua
e navega à deriva, sem bússola, apenas
com um sextante que aponto às estrelas
apagadas há mil anos. […]
(Insomne 2019: 34)

 

Por ali deve ter ficado meu pai a vaguear durante os dias em que o mar transforma a povoação em ilha, aguardando pelo momento em que seguiria ainda mais para sul, a caminho da foz do rio Cunene. Eu sei que foi assim, embora não saiba como cheguei a saber, quem foi que me contou tudo isto com tanto pormenor. Talvez seja, afinal, o deserto a convencer-me com estórias misteriosas sobre o meu pai, um homem continuamente à descoberta do seu destino da sua foz. (Cuéle 2022: 397)

 

Bem no fundo, talvez temesse o regresso, que a acontecer poderia quebrar o encantamento que o levara, nos anos longos daquele exílio, a alimentar a alma com o leite agridoce da mácua, o úbere mágico e alado dos embondeiros angolanos. Para Alberto, a terra não era só chão e a chuva, as árvores e os animais. Era isso tudo, mais a dimensão humana, as pessoas que ele se habituara a ver nela; esse conjunto multifacetado, rico e acolhedor do qual ele fazia parte integrante. Mas sabia que a sua terra tinha ficado alienada de uma parte dos seus habitantes, nos quais se incluía ele a maior parte da sua família, afinal, quase todos descendentes daqueles pioneiros que tinham fundado a urbe. Por isso sentia que um regresso nunca seria pleno, mas amputado, como se lhe restasse não o regresso mas a incessante procura. (Viagem à Memória das Ilhas 2002: 22-23)

 

Exílio

E sempre…sempre o abraço
da angústia a asfixiar-me o passo
em cada passo…
Este vazio a cercar-me
de medos e segredos
escorrendo como seiva perdida
por entre os dedos…
E sempre, sempre
por trás dos pagodes
e dos templos,
as máscaras quiôcas,
as danças muílas,
o carnaval quimbar
a chamar por mim,
a chamar
a chamar!…
Macau, 15 Jan. 1986
(Murilaonde 1990: 53)

 

SAMPANAS

Errante
Ando no porto
de um interior
com sampanas
navegando
silenciosas
figuras de porcelana
(Secretos Sinais 1992: 37)

 

Há já alguns meses que Luanda era uma cidade de caixões e de caixotes. Em todas as casas, em todos os apartamentos, em todos os quintais, até nos cantos das ruas e nos becos crescia um rio de tábuas que, a pouco e pouco, ia encaixotando a própria cidade. Os sons eram de uma quizomba baralhada, onde o bongó martelo sangazuzava com a dicanza serra, ao som metálico dos mona kaxito e das vozes esganiçadas do grupo coral kudibanguela. No entrechocar das vagas daquele oceano de madeira se começou a distinguir um náufrago, uma jangada de caixotes onde se podia ler a negro:
António José Pilarte
Proveniência: Huíla
Destino: Lisboa Portugal – Out. 1975
(O Planalto dos Pássaros 2002: 184)

 

Bibliografia Ativa Selecionada

Arrimar, Jorge (1981), 20 Poemas de Savana. Ponta Delgada, [s.n.]. [2.ª ed.: Macau, edição do autor, 1994.]

— (1990a), Fonte do Lilau. Prefácio de Graciete Batalha. Macau, Livros do Oriente.

— (1990b), Murilaonde. Macau, edição do autor.

— (1992), Secretos Sinais. Prefácio de Ana Paula Laborinho. Macau, Instituto Cultural de Macau.

— (2002), Viagem à Memória das Ilhas. Lisboa, Edições Salamandra.

— (2002b), O Planalto dos Pássaros. Luanda, Edições Chá de Caxinde.

— (2012), O Planalto do Salalé. Luanda, Edições Chá de Caxinde.

— (2013), O Planalto do Kissonde. Luanda, Edições Chá de Caxinde.

— (2017), Rotas Circulares. Lisboa, Gradiva.

— (2019), Insomne. Poema em Dez Actos. Leça da Palmeira, Edições Eufeme.

— (2022), Cuéle – O Pássaro Troçador. Lisboa, Guerra e Paz.

 

Bibliografia Crítica Selecionada

Anderson, Benedict (1996), L’imaginaire national. Réflexions sur l’origine et l’essor du nationalisme. Paris, La Découverte.

Askénazi, Léon (2005), La parole et l’écrit II. Penser la vie juive aujourd’hui. Paris, Albin Michel.

Bakhtine, Mikhaïl (1978), Esthétique et théorie du roman. Paris, Gallimard.

Benjamin, Walter (2013), Sur le concept d’histoire. Paris, Éditions Payot et Rivages.

Brandão, Luis Alberto (2005), Grafias da identidade. Rio de Janeiro/ Belo Horizonte, Lamparina Editora.

Cohen, Robin (2023), Global diasporas. Abingdon/ Nova Iorque, Routledge.

Dufoix, Stéphane (2003), Les diásporas, col. Que sais-je ?, n. 3683. Paris, PUF.

Hirsch, Marianne (1992),“Family Pictures: Maus, Mourning, and Post-Memory”. Discourse, Special Issue: The Emotions, Gender, and the Politics of Subjectivity, v. 15(2): 3-29.

Maingueneau, Dominique (2004), Le discours littéraire. Paratopie et scène d’énonciation. Paris, Armand Colin.

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Quintana, Cécile (2020), Sujetos y escrituras de la errancia en América Latina. Paris, Éditions des archives contemporaines.

Sorj, Bernardo Sorj (1997), “Sociabilidade Brasileira e Identidade Judaica”, Identidades Judaicas no Brasil Contemporâneo. Rio de Janeiro, Imago Editora.

Viart, Dominique (2009),“Le silence des pères au principe du “récit de filiation”. Études françaises, v. 45(3): 95–112.

Autor(a): Ana Paula Coutinho | CIENCIA VITAE


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Ana Paula Coutinho, "Jorge Manuel de Abreu Arrimar", Diásporas em Português, ISBN 978-989-35462-0-8, 8 de Outubro, 2026, https://diasporasemportugues.ilcml.com/glossary/jorge-manuel-de-abreu-arrimar/

Verbetes de Ana Paula Coutinho: Jorge Manuel de Abreu Arrimar, Djaimilia Pereira de Almeida, Ricardo Adolfo,